O aguardado mês de Setembro chegou. Habitualmente reconhecido como o mês do regresso é, este ano, e mais do que nunca, um período de muita expectativa. Nas últimas semanas deixou-se adormecer o alarmismo que fez parar o mundo, em prol da economia. Os números
drásticos impulsionaram o fim da paragem, deram aso ao turismo e forçaram um rápido regresso àquela que chamamos de nova normalidade.
Agora, com o fim dos dias de férias e a pele marcada pelos dias de sol e diversão, voltamos àquela que é a realidade. Empresas fazem balanços dos últimos meses de confinamento, instituições voltam ao ativo com as normas da DGS, os espaços reabrem finalmente portas e até as crianças já estão de volta aos recreios.Mas, mais do que regressos, o mês será certamente marcado por desafios. Quais vão ser os impactos da diminuição das medidas restritivas, durante estes meses? Como dar resposta a uma pandemia em meses em que o Serviço Nacional de Saúde, por norma, já está sobrecarregado com gripes? Que plano de contingência existe, quando é expectável um aumento do número de casos? Como manter o Centro de Saúde local de portas abertas, em caso de surtos? Como recuperar de meses de prejuízo para manter postos de trabalho, quando não há sequer alívios fiscais? Como explicar às crianças que têm de passar o dia inteiro afastados e de máscara? Como articular tudo isto, de forma a evitar que as coisas descambem?
Desde o início da pandemia, a freguesia cortesense tem-se destacado pela positiva por causa da forma como respondeu à situação, cumpriu as normas e manteve-se com um número baixíssimo de casos confirmados de contaminação por Covid-19. “Quem anda à chuva molha-se”, ouve-se por aí. E com razão.
Ninguém está imune à possibilidade de ser infetado, em qualquer lugar ou por qualquer pessoa. Por isso, e tratando-se de um inimigo invisível, as várias instituições apelam à continuação dos cuidados de protecção, já conhecidos por todos.
Num contexto atípico, mais do que a indignação e a discórdia da população, é importante
haver compreensão,entreajuda e união de todos.
Tenham cuidado e protejam-se (a vocês… e a todos).
