Fiéis celebram Senhora da Gaiola e Santo António de forma inédita

A missa foi celebrada ao ar livre para que podessem ser acolhidos mais fiéis.

Com poucas pessoas, sem música e tão pouco um frenezim vindo da zona do bar, do restaurante ou da quermesse: foi assim que, pela primeira vez em muitos anos, se celebrou a padroeira Nossa Senhora da Gaiola e Santo António. A fé impôs-se aos tempos de pandemia e muitos fiéis fizeram questão de rezar em conjunto nestes primeiros tempos de desconfinamento. O palco foi transformado num bonito altar adornado com flores e o adro recebeu mais de uma centena e meia de paroquianos para uma missa campal organizada de acordo com as normas da Direcção Geral da Saúde. De máscara, com distâncias físicas e as mãos desinfectadas logo à entrada, registou-se um momento que certamente ficará para a história da paróquia cortesense, na tarde quente de domingo, dia 28 de Junho. Por ali, apenas silêncio, um coro e olhos a sorrir de felicidade por se estar de volta.

Com todas as festas de Santos e padroeiras canceladas por causa da pandemia por Covid-19, silenciaram-se os floreados e festejos e deu-se primazia à fé que realmente move e incentiva estes eventos.

O padre Bertolino Vieira presidiu a missa e recordou, neste tempo de pandemia, “os que vivem em maior sofrimento, os que estão doentes ou aqueles que cuidam deles seja a nível de técnicos de saúde, as famílias e ou as instituições de solidariedade que lhes prestam cuidados”. Rezou-se também pelos paroquianos e pela intenção dos mordomos que, mesmo sem festejos, apoiaram a padroeira e a paróquia.

No final da missa, simbolizou-se a grandiosa e tradicional entrega do pão de forma contida, como sinal de partilha e entreajuda.