Em poucas semanas o mundo foi obrigado a abrandar e a mudar. O novo coronavírus, denominado SARS-CoV-2, que é responsável pela doença Covid-19, levou a Organização Mundial de Saúde e os governos de vários países a tomar medidas excecionais. Estados de Emergência declarados, afastamento social imposto, escolas fechadas, espaços de atendimento-ao-público encerrados e um pedido que se faz em uníssono: fique em casa. Uma nova realidade que tem e terá impacto em tudo e em todos. 2020 vai marcar a história.
Quais foram os primeiros efeitos da pandemia, que decisões estão a ser tomadas no âmbito das diretrizes de contenção e como estão os cortesenses a lidar com esta nova realidade em que vive o mundo?
A freguesia cortesense respondeu em peso às directrizes de contenção para o combate ao novo coronavírus. Fechou quase tudo: escolas, cafés, associações, restaurantes, gabinetes de estética, cabeleireiros, mercado semanal, secretaria da Junta, Filarmónica, Casa-Museu João Soares, Centro de Dia e até a igreja. Os eventos que marcavam a agenda dos vários lugares foram todos cancelados. O centro de saúde está com serviços mínimos e atende apenas doentes ou questões urgentes. O minimercado, a farmácia e o banco asseguram as necessidades essenciais mas implementaram medidas de proteção e distanciamento. As restantes empresas de produção ou venda não direta ao público continuam a trabalhar mas respeitam as directrizes divulgadas pela Direção Geral de Saúde.
Os funerais são agora feitos com poucas pessoas, sem a ida do corpo à casa mortuária e sem a celebração da missa. Casamentos e batizados também já começaram a ser cancelados na freguesia. “Há sempre alguns forasteiros, mas estou muito surpreendido pela positiva com a freguesia das Cortes porque, regra geral, estão a respeitar”, adianta o representante cortesense na União de Freguesias, Luís Gaspar. O isolamento social é neste momento a melhor forma de travar o desenvolvimento da Covid-19, diminuindo o número de contágios e mortes. Ficar em casa é a maior arma, numa guerra que não se vê mas que é de todos. “Se fosse uma guerra viam-se as luzes ou o inimigo e podíamos fugir… assim não se vê nada, está tudo tranquilo e é mais difícil de combater”, alerta o presidente da Junta de União de Freguesias, José Cunha.
Leia a reportagem completa na edição de Abril do Jornal das Cortes, nº389