Fechamos mais uma edição repleta de rostos familiares, grandes conquistas, projetos diferentes, investimentos necessários e iniciativas que fazem mexer a freguesia. Um jornal é mais que papel e leva muito além o que nele se escreve. Mensalmente é feito um esforço para olhar, perceber o que é importante, quais os ângulos de abordagem e o que contextualiza o meio que nos rodeia. Já diz o provérbio: “quem não sabe é como quem não vê”. E ver é fundamental. Numa época em que a desinformação corre praticamente tão rápido
como a informação, as fake news e clickbaits colocam em causa o trabalho de campo e as fontes.
O jornalismo atravessa grandes dificuldades… e a sociedade mostra-se cada vez menos interessada. Dos pequenos diz-que-disse da vida alheia nas ruas da aldeia, passando pelos rumores que criticam ou julgam projetos mais atrevidos em toda a freguesia até ao alarmismo desmedido e pouco fundamentado sobre muitas questões mundiais. Porque alguém disse, porque um vídeo cativante é viral ou porque um texto de opinião causou mais sensação do que se estaria à espera. É quase sempre resultado da ausência de informação ou a confiança excessiva sobre temas que não se dominam. Mais do que nunca, há uma facilidade de acesso à informação praticamente imediata e gratuita. Por isso, procurar saber, ler, cruzar informações e sobretudo ter um olhar crítico sobre o que nos rodeia é fundamental. Procurar mais e querer saber mais é quase o novo “sair da caixa”. É ser atrevido, arrojado, diferente. Não fiquemos pelas letras grandes como vemos muitas vezes, não se prefira espreitar apenas as fotografias ou fazer um “scroll” banal nas redes sociais. Urge-se procurar mais. Ter informação. Construir opiniões. Saber. Fica o desafio. Nós estamos a trabalhar nisso.
Patrícia Gonçalves
