Entre 7 de Junho e 22 de Novembro de 2019, o jornal “Público” e a editora Tintada-China, de Lisboa, publicaram uma série de 25 volumes sob a designação “Portugal, uma retrospectiva”, dirigida pelo historiador Rui Tavares. Com uma particularidade: a colecção começou na data de 2019 e foi concebida para aceder aos acontecimentos históricos antes de se conhecerem os antecedentes ou as causas, isto é, andando para trás, de 2019 até ao ano 500 a.C. Uma outra particularidade é que cada volume tem por título uma data: 2019, 1998, 1974, 1961, 1936, 1910, etc. Vamos deter-nos sobre o volume 19, que tem por título “1385” e por autores António Castro Henriques, Iria Gonçalves, Judite Freitas, Maria de Lurdes Rosa, Mário Farelo e Saul António Gomes, este último um historiador leiriense e até colaborador do nosso jornal. Aliás, é por este volume, com 116 páginas, ter um autor leiriense e por o tema ser o ano de 1385, data da Batalha dita de Aljubarrota, que o trouxemos à nossa página. Na sinopse pode ler-se: «1385 reveste-se de um carácter especial. Ano de uma crise dinástica que poderia ter resultado na absorção do reino ou, como sucedeu, numa transição bemsucedida para uma segunda dinastia portuguesa, 1385 foi encarado como desenlace de uma “revolução” (1383-1385) na qual o povo, e em particular o povo urbano de Lisboa, emergiu como actor histórico (…).» Saul Gomes, eminente medievalista, é um estudioso da Grande Batalha. É dele, justamente, o livro “A Batalha Real – 14 de Agosto de 1385”, lançado em Março de 2008, edição da Fundação Batalha de Aljubarrota. Compreende-se, pois, a sua intervenção neste volume 19 da colecção “Portugal, uma retrospectiva”.
C. F.